A ministra do Mar admitiu que o movimento de carga contentorizada no porto superou a sua capacidade, pelo que importa investir na sua ampliação, sob pena de perda de competitividade. E confirmou que será feito o prolongamento do Quebra-Mar no porto, apesar dos impactos dessa intervenção
Porto de Leixões
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Face aos resultados de movimentação de carga registados no porto de Leixões em 2018, que superaram “mesmo a capacidade teórica instalada para a carga contentorizada”, lembrou a ministra do Mar, importa investir já “na sua ampliação por forma a ultrapassar os constrangimentos existentes ou corremos o risco de o porto de Leixões perder competitividade no curto prazo”, reconheceu Ana Paula Vitorino.

A afirmação foi feita na última Sexta-feira, durante a apresentação do projecto de reconversão do terminal de contentores sul do porto de Leixões, que representa um investimento de 43,4 milhões de euros integralmente realizado do grupo turco Yildirim e deverá estar executado em 2021.

De acordo com o Ministério do Mar, “a reconversão deste terminal contempla uma série de intervenções, tais como o reforço e pavimentação dos terraplenos (aumentando a área de parqueamento de contentores cheios em cerca de 2,4 hectares), a construção de um terminal ferro-portuário, a reconversão do parque de espera de camiões para zona de parqueamento de contentores vazios, a aquisição e renovação de equipamentos de movimentação de contentores (nomeadamente a aquisição de seis pórticos de parque) ou a construção e transferência de edifícios de apoio ao terminal”.

A intervenção permitirá aumentar a capacidade do terminal de 450 mil para 660 mil TEU anuais (+47%), elevando a capacidade instalada em carga contentorizada do porto para 860 mil TEU anuais, referiu o Governo. Permitirá também “aumentar a intermodalidade ferro-marítima, retirando camiões das estradas e reduzindo a pegada ambiental (gerando uma redução de emissões de 790 toneladas de CO2)”, segundo o Executivo. E terá proventos económicos “estimados em 406 milhões de euros”, referiu ainda o Ministério do Mar.

Recorde-se que este ano terá sido “o melhor de sempre para o porto de Leixões no que respeita à carga contentorizada, com uma movimentação acima de 6,6 milhões de toneladas, um valor que representa um novo máximo e um aumento de 8% face a 2017”, lembrou a ministra do Mar.

 

Prolongamento do Quebra-Mar

 

Na ocasião, Ana Paula Vitorino confirmou o prolongamento do Quebra-Mar no porto de Leixões, que terá impactos que terão de ser eliminados, oferecendo alternativas aos surfistas e aos pescadores, que têm manifestado a sua preocupação com o facto, mas com os quem a ministra do Mar admitiu dialogar. E, segundo algumas referências vindas a público, a própria Câmara Municipal de Matosinhos terá manifestado algumas reservas ao projecto de ampliação do Quebra-Mar no porto de Leixões.

Segundo a imprensa local, a Autoridade Portuguesa do Ambiente (APA) já terá emitido um documento sem o qual o projecto não pode ser concretizado. No Título Único Ambiental (TUA) a que o portal Surf Total terá tido acesso, refere-se que nesta intervenção, com uma extensão de 300 metros, “não são afectadas áreas sensíveis”, refere o Leça da Palmeira.

Dizia recentemente o mesmo meio de informação que “perante isto, a APA emitiu a licença para que a obra avance, baseando-se no propósito único e exclusivo de melhoria das condições do porto de Leixões, em termos de navegabilidade, segurança, capacidade operacional e comercial uma vez que vai permitir o acesso e a recepção de navios de maior porte”.

O mesmo meio de informação refere ainda que “a obra de prolongamento do Quebra-Mar vai arrancar já em 2019 e só poderá ser realizada entre os meses de Abril e Outubro, sendo que desde que começa até que termina está previsto um período de 2 anos” e que “já está definido que o novo pontão será construído com rocha e coberto por betão”.

 



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