A agência assinou quatro contratos, um dos quais com o CEIIA-Centro de Engenharia e Desenvolvimento
Government Accountability Office
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A Agência Europeia de Segurança Marítima (European Maritime Safety Agency, ou EMSA) garantiu recentemente um contrato com o CEIIA-Centro de Engenharia e Desenvolvimento, para adquirir serviços baseados no veículo aéreo não tripulado (RPAS, sigla em inglês), vulgarmente conhecido por drone, Hermes 900, destinado à vigilância marítima, nomeadamente em casos de poluição, operações de salvamento, pesca ilegal ou contrabando, com a intenção de auxiliar as autoridades nacionais a executar tais funções, segundo comunicado oficial.

O Hermes 900 (drone israelita), da Elbit (empresa que produz tecnologia militar e drones), possui capacidades inovadoras em termos de duração de voo operacional (o mais capacitado resiste mais de 12 horas) e configuração de carga útil. Possui câmaras ópticas e infra-vermelhos, um radar marítimo, receptor AIS e receptor de sinal de socorro. Além disso, está equipado com comunicações por satélite, permitindo a vigilância de grandes áreas marítimas.

Outro contrato foi assinado pela EMSA com a Schiebel Aircraft GmbH, para descolagem e aterragem vertical, relacionado com o Camcopter S-100 operado directamente dos navios, estendendo assim o seu alcance de vigilância. Trata-se de um modelo com tem capacidade para descolar a aterrar verticalmente tanto da costa como de navios, autonomia superior a seis horas e alcance máximo de 100 quilómetros. Está equipado com câmaras ópticas e de infra-vermelhos, um scanner óptico e receptor AIS

A EMSA assinou também um contrato com um consórcio formado pela Nordic Unmanned AS, UMS Skeldar Sweden AB e Norut Noterhn Research Institute AS, para monitorização de emissões e serviços multi-purpose baseados no Skeldar V-200. Este aparelho está equipado com um sensor para monitorização das emissões de enxofre, descola e aterra na vertical, tem mais de quatro horas de voo operacional e um alcance superior a 50 Km. Além disso, transporta câmaras ópticas e de infra-vermelhos, bem como um receptor AIS.

Finalmente, a EMSA assinou um contrato para vigilância a partir de navios com base em mais de 10 quadcopters (quadricópteros, também chamados helicópteros quadrotores) leves INDAGO2. Serão instalados a bordo dos navios de resposta anti-poluição da EMSA para apoiar operações de recolha de petróleo derramado e podem ser usados, numa fase posterior, em operações de vigilância a partir de qualquer navio patrulha.

“Estes novos contractos de drones fortalecem ainda mais as capacidades de vigilância marítima da EMSA. Estamos agora em condições de oferecer um apoio alargado às autoridades nacionais responsáveis ​​pela execução das funções da guarda costeira”, adiantou o Director Executivo, Markku Mylly.



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