Numa reacção ao que consideram ser os efeitos da guerra comercial sino-americana, várias associações empresariais dos Estados Unidos mobilizaram-se contra a imposição de taxas sobre as importações chinesas pela Administração Trump
Wärtsilä
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A partir de hoje, os Estados Unidos aplicam uma taxa de 10% sobre uma nova lista de importações provenientes da China estimada em 170 mil milhões de euros (200 mil milhões de dólares), que subirá para 25% em Janeiro, conforme anunciado por Donald Trump em 17 de Setembro. A China retaliou com a imposição de taxas sobre produtos norte-americanos estimados em 51 mil milhões de euros (60 mil milhões de dólares).

A retaliação incide sobre uma lista de 5.207 produtos dos Estados Unidos, segundo a Reuters, e que vão do gás natural liquefeito (GNL) a aviões, vegetais e têxteis. E serão entre 5% e 10%, em vez do que fora previamente anunciado (taxas de 5, 10, 20 e 25 por cento), o que constituiu surpresa porque pela primeira vez a retaliação não foi na mesma medida e a China ameaçara responder proporcionalmente.

Mas não afasta o receio de mais uma vaga de taxas dos Estados Unidos, pois Trump ameaçou com tarifas sobre bens chineses estimados em 227 mil milhões de euros (267 mil milhões de dólares) se a China retaliasse contra produtos agrícolas ou industriais norte-americanos.

Entretanto, recentemente, nos Estados Unidos, as associações representativas da indústria petrolífera, das autoridades portuárias e dos retalhistas, entre outras associações comerciais, juntaram-se num coro contra as taxas sobre os produtos chineses.

De acordo com a Maritime Executive, 80 associações, incluindo a American Petroleum Institute (API), a American Association of Port Authorities (AAPA) e a National Retail Federation (NRF), anunciaram a criação de um grupo (American for Free Trade) de oposição às tarifas e favorável aos benefícios do comércio internacional. Um grupo que se juntou ao Farmers for Free Trade numa campanha nacional contra as taxas, intitulada «Tariffs Hurt the Heartland», que numa tradução livre significa «as taxas ferem o coração da pátria».

Segundo o porta-voz desta campanha, Jonathan Gold, citado pela publicação, o seu objectivo é fazer com que a Administração Trump acabe com a guerra comercial e volte a criar oportunidades para os empresários, agricultores e trabalhadores dos Estados Unidos. Disse ainda que juntos, os membros da campanha, procurarão assegurar que Washington compreenda as consequências das taxas em todo o país.

 



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