A felicidade e bem-estar dos marítimos está directamente ligada às condições de trabalho, pelo que os marítimos solicitam uma pessoa a bordo para fazer a ponte entre os tripulantes e os seus patrões.
Wärtsilä
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Os marítimos têm apelado aos armadores, gestores de recursos humanos e outros operadores marítimos para considerarem a importância da saúde mental dos tripulantes dos navios, das suas necessidades e bem-estar a bordo, segundo o relatório do 2º trimestre do The Mission to Seafarers, organização de apoio aos profissionais do mar – Seafarer Hapiness Index – que procura apurar a opinião dos profissionais do mar sobre as suas condições de trabalho.

Nesse contexto, os marítimos reclamam aos armadores, operadores e gestores de recursos humanos que invistam na presença de um oficial de ligação responsável pelo bem-estar dos tripulantes a bordo e nos portos e que faça a ponte entre as aspirações dos marítimos e os seus patrões, designadamente ao nível das instalações a bordo  destinadas a satisfazer as necessidades dos tripulantes.

Este pedido surge num momento em que o relatório demonstra que a felicidade dos marítimos está directamente relacionada com as suas condições de trabalho. Steven Jones, mentor do relatório, explica: “É muito encorajador que os marítimos se envolvam e nos falem sobre a sua experiência de vida a bordo. Pelo que a consciencialização e conversas sobre a saúde mental e bem-estar estão a ter um grande impacto na forma dos marítimos lidarem com o trabalho”.

O relatório conclui também que a diminuição de felicidade está geralmente associada aos baixos salários e ao reduzido contacto com a família, pelo que o nível de felicidade aumenta no que diz respeito às férias e aos treinos.

Pelo trabalho que tem demonstrado sendo um “porto de esperança” para os marítimos, o Seafarer Hapiness Index foi nomeado para o 2018 SAFETY4SEA Awards, na categoria de “Iniciativa”.



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