De bandeiras içadas, os oito veleiros despedem-se de Viana do Castelo para iniciar a primeira parte da aventura rumo a Cascais. O vento não foi tão forte quanto esperado.
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“Eu vi os veleiros do Castelo”, diria Viana ao despedir-se dos marinheiros que acolhera Domingo. E de bandeiras içadas, os oito veleiros desciam o rio Lima, despedindo-se e preparando-se para a largada da Discoveries Race 2019. 

Ao cruzar, finalmente, com os kites que no final do rio manobravam, foram ao encontro da linha de partida. Nesse momento, os ventos, ainda que nada comparados ao dia anterior, sopravam quase a 20 nós.  

Poucos minutos depois estavam a partir. Os veleiros saíram mais a sul, todos mais encostados à entrada. O Anixa II partiu longe do “rebanho”, na exacta posição: Y = 41º 40´. 447 N; L = 008º 51′.249 W, no rumo 200º, pelas 15h com tudo ajustado. Coletes, linha de vida sempre em primeiro lugar. Pelo que, ligados à linha de vida puderam, ao longo dos 11,49 metros afinar velas, e até apanhar cabos que “queriam ir a mergulhar”.

Onde estão as Berlengas? Averigua-se no GPS, e de seguida ajusta-se a embarcação então nos 200/210º. “Aguenta o leme”, já se ouve o comandante que sugere começar devagarinho para fazer o rumo. “Para estibordo morre logo de velocidade. Orçar e arribar, e negociar com as vagas. Quanto mais para fora melhor. Estão todos a cortar pra fora”, explica. 

Jogar com tudo ao mesmo tempo é o segredo. Posição, vento, vagas tudo tem de ser tido em conta. Assim, pudemos navegar a 7 nós, com 15,5 velocidade do vento. Entretanto, o Swing segue à frente, o Proteina Sessentaycinco logo de seguida. O Anixa II em penúltimo lugar, com o Polar atrás. 

Chegamos aos 10 nós? Os marinheiros festejam. Um objetivo atingído. Há quem diga que é quando o Diogo vai ao leme. Mas, “o que importa é que esteja este tempo bom para nos continuarmos a distrair a fazer Leme”, reflecte um dos marinheiros. 

A estratégia? Manter a embarcação em alto mar para ter mais vento e não sofrer uma queda, caso o vento deixe de soprar, o que se espera principalmente junto da Costa. E assim se navega tranquilamente com períodos de ondas de oito segundos. 

Golfinhos? Também já se avistaram. Meio perdidos como as ondas, de um lado para o outro, desta vez não acompanham o barco. São pequenos, mas velozes e depressa desaparecem. 

Porque a vaga estava a crescer, a tripulação já estava a refrescar-se e o Anixa II a desviar-se do rumo, a dada altura mudou-se novamente o rumo da embarcação. Apesar dos pares que se fazem para facilitar os processos e para ser possível descansar – o Artur e o Diogo, e o Comandante José Mesquita com o Gonçalo, – todas auxiliam nestas manobras que são os momentos mais vivos da embarcação. 

Pelas 19h20 o rumo é 140, a posição: Y = 41º 104′.55 N / L = 009º 06′.076 W. Segue-se o jantar porque o turno que fará da meia noite às quatro da manhã precisa descansar. Assim é. A noite vem, o vento não vai, e pode prosseguir-se rumo a Cascais. 

Para acompanhar a regata em tempo real, www.localizatodo.com/regata/discoveries2019/



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