Novos quebra-gelos nucleares russos estão projectados para 2025 e serão mais potentes que os anteriores
Universidade do Colorado
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Os novos quebra-gelos nucleares, durante muito tempo considerados uma mera fantasia da Rússia, foram agora anunciados pelo Primeiro-Ministro adjunto do país, Dmitry Rogozin, para estarem prontos entre 2023 e 2025. Serão três super quebra-gelos da classe «Lider», que servirão para tornar a Rota do Árctico navegável todo o ano, segundo meios internacionais.

Estes quebra-gelos terão mais capacidade de trabalho, 110 MW, serão capazes de cortar o gelo até 4,5 metros de profundidade a uma velocidade de 29 km/h e terão certas especificações no design de casco que o tornarão mais ágil na água. Vão juntar-se aos três quebra-gelos nucleares já existentes – o Arktika, o Sibir e o Ural – cujo investimento foi cerca de 1,6 milhões de euros por unidade.

Entretanto, a lei parece estar a favor da Rússia. No mês passado, a empresa pública russa responsável pela exploração do complexo energético nuclear da Rússia, Rosatom, elaborou uma proposta de legislação que confere à Rússia a responsabilidade de supervisionar as águas russas da Rota do Árctico, numa distância de 6 mil quilómetros. Se a proposta for aprovada, e tudo indica que Vladimir Putin actuará nesse sentido, a Rosatom terá autoridade para supervisionar e controlar o transporte no Árctico russo, administrar as condições de navegação dos quebra-gelos, bem como para construir e gerir portos ao longo da rota.

Outra questão, como acrescentou Dmitry Rogozin, é que desta forma, a Rússia “poderá conduzir qualquer navio para qualquer cliente que atravesse a Rota do Árctico, como caravanas com mercadorias da Ásia para a Europa, e poderemos exportar os nossos hidrocarbonetos sob a forma de gás natural liquefeito não só para a Europa mas também para o Sudeste Asiático”, o que torna esta uma rota que se está a tornar prioridade máxima para a Rússia, pois permite o transporte de gás natural liquefeito (GNL), bem como de navios porta-contentores entre a Ásia e a Europa, reduzindo para metade o tempo de viagem.

Resta saber qual a utilidade a dar aos novos quebra-gelos da classe Líder, cujo custo não terá sido publicamente revelado, pois há pouco tempo informações provenientes da Atomflot, responsável pela frota de quebra-gelos russa, davam conta do interesse em construir novos navios semelhantes ao Arktika, Sibir e Ural, para apoiar o projecto de gás natural da Península de Yamal.



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