Um inquérito feito a profissionais e visitantes de uma feira internacional da indústria marítima concluiu que o GNL está no topo das preferências do sector relativamente aos combustíveis marítimos alternativos
GNL
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Os armadores manifestam um elevado interesse em adaptar os seus navios com motores a gás natural liquefeito (GNL) para cumprirem as obrigações exigidas pela Convenção Internacional para o Controle e Gestão das Águas de Lastro e Sedimentos (BWM, na sigla em inglês), revelou um inquérito promovido pela Hamburg Messe & Congress GmbH (HMC) no âmbito da SMM, a principal feira internacional da indústria marítima.

De acordo com o estudo, o SMM Maritime Industry Report, 54% dos CEO inquiridos admitiram adaptar os seus navios ao GNL. Um reflexo da agitação causada no sector com a entrada em vigor da BWM e a previsão de outras medidas ambientais brevemente aplicáveis aos navios, e que levam os armadores a considerarem o GNL como a principal alternativa aos combustíveis marítimos tradicionais.

O estudo refere também que 44% dos inquiridos admitiram que o GNL era a sua primeira escolha nas encomendas para construção de novos navios e 49% consideraram o GNL o primeiro entre os combustíveis alternativos. Em vários meios de comunicação que referem estes dados, também se sublinha que o estudo revela que as soluções híbridas baseadas no diesel marítimo são igualmente populares.

Na opinião de Reinhard Lüken, Director-Geral da Associação de Engenharia Oceânica e Arquitectura Naval Alemã, “a transição energética é incontornável no sector marítimo; o número crescente de encomendas para construção e adaptação de navios mostra que o GNL está a ganhar terreno; o futuro das emissões debaixo carbono há muito que começou”.

Outro tema da agenda foi a navegação marítima autónoma, ou não tripulada. De acordo com o relatório, 36% dos quadros das empresas armadoras acredita que está aí o futuro do transporte marítimo. E desses, 90% acreditam que o transporte marítimo não tripulado será rotineiro dentro de 20 anos. Um horizonte temporal nada exagerado, considerando o tempo médio de serviço de um navio, considera Max Johns Director da da VDR.

O inquérito reflectiu a visão de mais de 2.500 participantes (74% de visitantes e 24% expositores) de 69 países, muitos dos quais com posições de topo na indústria marítima (72% tinham posições séniores nas empresas e 65% tomam decisões de investimentos).



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